Parágrafos Pessoal

Determinantes serão as diferenças

Tenho 24 anos. Apenas 24 anos. Já 24 anos. Até aqui achava que todas as minhas decisões era importantes, mas começo a perceber que as de agora são bem mais do que importantes, são realmente determinantes.

Sempre me considerei uma pessoa com espírito crítico, que sempre gostou de olhar para as coisas por diferentes prismas, tentando chegar a um conhecimento claro e racional das coisas – este blog é exemplo disso mesmo. Mas entretanto, sem dar por chegar, as coisas começaram a acontecer rápido, muito rápido, e encontro-me num espaço meio que sufocante de tão pouca distância poder ceder ao raciocínio. Não me consigo afastar tanto, não posso ir tão longe como ia, porque rapidamente sou requisitada para tomar conta do momento presente. Que não pára, que está em constante mutação, que me desafia minuto após minuto e me retira qualquer tempo de reflexão tão necessário, tão essencial à minha existência. E cada vez mais essencial.

As decisões de hoje são realmente diferentes. As exigências são maiores. Até há bem pouco tempo cumprir com as expectativas era suficiente. Mas hoje só é suficiente superar as expectativas, continuar a evoluir a olhos vistos, continuar a fazer mais e, mais do que isso, fazer diferente. E como fazer diferente sem poder olhar de longe?

Os outros esperam coisas de mim, mas eu espero muito mais de mim. É claro para muita gente que só estabelecendo objectivos nos conseguimos focar no que realmente importa, e tomar as decisões correctas. Eu sempre tive este método no meu inconsciente, mas apercebi-me agora, com a tempestade à minha volta, que mais do que nunca, este método é uma questão de sobrevivência.

Distracções levam-nos a perder tempo com coisas secundárias e a fazer caminhos mais longos, às vezes opostos ao sentido dos nossos objectivos. Tenho que tomar decisões estratégicas na minha própria vida. Investir agora, a olhar para o “longo prazo”.

O objectivo no seu sentido mais lato é claro: não quero ser apenas mais uma. Acredito que sou diferente. Acredito nas pessoas que já me o disseram. Mas falta ainda senti-lo como algo que me pertence. Quero descobrir “a minha magia”  e poder deixar de acreditar que tenho algo de diferente. Passar a saber que tenho algo de diferente e saber exactamente o que fazer com essa diferença.

“Um barco à deriva no meio de uma tempestade”. Estou meio atordoada por ter tomado consciência deste estado. Mas todo o barco ganha rumo quando percebe que há terra à vista.