Arte e Cultura Gastronomia

Os copos de sexta à noite

Nem todas as noites de fim-de-semana pedem agitação. Ultimamente, a maior parte das minhas noites de fim-de-semana chamam-me para um jantar de desejos e um copo de vinho a gosto.

Morar sozinha devolveu-me o gosto por estar em casa e relembrou-me o quanto sempre gostei de programas caseiros. Não perdi a vontade de sair (e especialmente a vontade de dançar), mas a realidade dos tempos pedem-me algum descanso extra e tempo para organizar pensamentos.

Tal como escrever, um jantar feito por mim para mim ou um vinho, são capazes de me confortar e ajudar a esclarecer sentidos e sentimentos. “Terapias”, talvez lhes possa chamar. Tão válidas como sair para um bar ou discoteca e conviver com diferentes pessoas até aos primeiros raios de sol do dia seguinte. Mas adoptadas para fins mais introspectivos.

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Esta noite fiz o jantar acompanhada pelo levíssimo rosa do JP Azeitão Rosé 2015, da Bacalhôa. Apetecia-me um vinho fresco que soubesse a “fim de uma semana carregada” e este pareceu-me cumprir com os requisitos.

Chegar a casa, largar malas, calçar chinelos e preparar o primeiro copo de vinho. Respirar fundo encostada à bancada. Agora sim. Finalmente, é fim-de-semana.